Faça seu melhor independente do grau de importância do que se tem a fazer.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Posso? Ou não posso?


Como posso me sentir só?
Se fecho os olhos e vou para junto de quem amo!
Como posso me sentir só?
Se tenho tantos a quem amar!
Como posso me sentir só?
Se sinto a presença espiritual de quem me ama!
Como posso me sentir só?
Se tantos me amam!
Como posso me sentir só?
Se minha mais profunda solidão é acompanhada!
Como posso me sentir só?
Se a solidão é ausência, por completo, de amar e ser amado!
Como posso me sentir só?
Se mesmo quando não fui amado eu amei!
Como posso me sentir só?
Se até quando não amei, fui amado!
Como posso me sentir só?
Se sei apenas na teoria o que é solidão!
Como posso me sentir só?
Se a prática não me permite experimentar, isso que sei na teoria!
Como posso me sentir só?
Se até as plantas e os animais me fazem companhia!
Como posso me sentir só?
Se isso é algo que definitivamente não quero!
Como posso me sentir só?
Se comigo acontece tudo aquilo que eu quero!
Como posso me sentir só?
Se meu sentir vai muito além do só sentir!
Como posso me sentir só?
Se e somente se, o impossível transpusesse sua própria barreira!
Como posso saber de tudo isso e deixar que você se sinta só?
Se e somente se, eu não mais existir!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Destraumatize-se


Muito raramente eu começo um texto pelo título. Quase sempre começo o parágrafo com uma ideia, com o passar das frases vou me deixando levar e quando me dou conta, escrevi sobre algo parecido, mas não 100% do que queria tratar. No texto de hoje quero manter a linha inicial custe o que custar. Quero abordar os traumas que a vida impõe e nossas reações frente a eles.
É normal ouvirmos frases do tipo “sempre comigo acontecem essas coisas...”, ou “é incrível como eu atraio essa situação...”, ou ainda “nem ligo porque já é tão normal acontecer”. Mas o que não é normal, pelo menos a meu ver, são pessoas que ao invés de se conformarem com essa repetitividade que a vida os impõe, enfrentarem e entenderem que isso nada mais é do que sua repetência nessa disciplina na escola da vida! Se você tem sempre uma mesma situação acontecendo, se você sempre reage da mesma forma, e segue sempre os mesmos conselhos, pronto! Achamos o problema! Você não está aprendendo as lições e a vida está dando chances e mais chances para que sua nota seja maior e que você passe ao próximo level.
Traumas de situações como essas do parágrafo anterior não são para marcar você negativamente, criar aversão a determinados fatos, mas sim, treinar sua capacidade de se reinventar, recriar e fazer o diferente. Acredito que o clichê “faça diferente para acontecer diferente” é muito válido nesses momentos. Enfrente o que te assombra, seja você o fantasma que atormenta suas assombrações e não o contrário! Por mais que pareça difícil esse é um dos caminhos mais rápidos para sua aprovação, sem necessidade de provas de recuperação.
Enquanto uns choram e se afogam com as lágrimas, outros também choram, mas matam sua sede com elas. Acredite em você, acredite que o amanhã é o reflexo do que você faz hoje. Olhe para o passado apenas para ver como você fez, e o que esse fazer trouxe ao seu presente, que até então era futuro há algum tempo. Tenha orgulho das suas marcas e do quão diferente elas são umas das outras! Ninguém faz a mesma tatuagem mais do que uma vez, não vai ser você que vai ficar se tatuando com as mesmas cicatrizes do passado, vai?

terça-feira, 22 de maio de 2012

Se deixe...


Sentir,
Não é mentir,
É se permitir,
Não se afligir,
Sabendo dirigir,
E também corrigir,
Tudo que possa denegrir,
Àquele que te faz sorrir,
Que preza para não te ferir,
Que te aprecia quando estás a dormir,
É deixar fluir,
Como a ilha que está a emergir,
A busca da cura através do elixir,
É saber a hora de partir,
Mas não se eximir,
Apenas sair,
E voltar quando pressentir,
Que agora é o momento de vir,
Ao encontro do que te fez ir,
Sem que em ti deixasses de existir,
Esse sentimento que te fez abrir,
O coração que hoje está a reluzir,
Pelo simples fato de admitir,
Que nada vai impedir,
De simplesmente sentir.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Micro Detalhes do Macro!!


                Engraçado que ce eu escrevo erado, alguns logo reparam e pensam “que burro”, “ridículo errar isso”. A capacidade que essas pessoas têm para reparar erros e lados negativos, por ventura, será que se equipara a capacidade de admirar o belo, o acerto, as façanhas dos seus próximos?
                Meu propósito com este texto é ir um pouco mais além da boa e velha discussão sobre admirar a lua, o sol, o céu, as flores, enfim, toda criação, que por nosso ego gigante passamos a ter como banal, enumerando apenas algumas, como “pontos turísticos”, sendo que na verdade, vivemos em um enorme ponto turístico nesse universo que também é se não, mais um “ponto turístico”.
                Quero aqui levantar uma observação um pouco mais “relacional”, “passional”, ou qualquer outro “al” que combine. Me refiro a detalhes do tipo: uma mesa posta com sua xícara preferida, com o pão que você mais gosta e todos os demais acompanhamentos; ou aquela festa surpresa no seu aniversário; o presente que você tanto sonhou ganhar, mas nem lembra de ter comentado com alguém; um passeio em um lugar que só você e a outra pessoa sabem que é especial; aquele “bom dia” depois de ser observado por horas dormindo; aquele carinho quando se sente sozinho; aquele abraço apertado para passar toda segurança que você precisa quando está fraco...
                Então chego com isso no “X” da questão, no ponto “G” da obra: antes de admirar o macro, admire o micro, pois quem não sabe dar valor ao que está próximo, nunca vai valorizar o mais distante. Não que seja a distância que mensure o que se deve ou não valorizar, mas digamos que a sensibilidade para essa diferenciação é que dita sua capacidade de contemplar o que de mais belo te rodeia. Admire e dê valor desde um simples “oi”, cheio de carinho em suas vogais, até as frases mais ríspidas, que são ditas para seu bem, mesmo que no momento você não entenda! Desamarre as cordas que te prendem a rotina, transforme o que é “comum” em algo especial aos seus olhos, viva a intensidade dessa eterna novidade que eu quero que se transforme a vida de cada um. Se deleite com seu “novo eu”, se curta e se deixe curtir pelo e com o micro, para no passo seguinte aproveitar ainda mais do macro.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Quero esse!!!


Ahh o amor maduro...
Esse que procuro...
Paixonites, eu não aturo,
Para isso meu coração ficou duro,
E só amolecerá por um sentimento puro,
Que não deixa furo,
Que não constrói muro,
Que não me cobra juro,
Que me tire do escuro
Dê-me algo diferente do antes imaturo,
De certo modo imprevisível, mas seguro,
Aquela convicção de um futuro,
Tenho a certeza que um dia capturo,
Esse meu amor maduro!!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Efeito Mariposa


A história que vou contar narra a história de um ser humano com um dom incomum: o de voltar no tempo! . Vamos chama-lo de John. Nosso personagem descobriu esse dom logo após sua adolescência. Loucamente apaixonado por Liza ele tem uma grave discussão por um motivo banal, fútil e ela termina com ele. Sem saber o que fazer. Perdido, sofrendo aquela dor que nenhum remédio cura, a dor do amor, ele se vê sozinho em seu quarto e em meio a uma concentração absurda que veio quase como que sem querer, ele então consegue voltar no tempo e se depara com a mesma situação, minutos antes da discussão ter início. John então muda o tom, a convida para sair, os dois brincam, jantam, comentam sobre uma moça chorando sozinha na mesa ao lado, mas têm uma excelente noite. Então ele percebe que conseguiu alterar seu passado!
Alguns anos de passam e John e Liza noivam. Dias antes do casamento Liza descobre uma traição de John. Inconformada ela o chama no apartamento que compraram, e mostra todos os detalhes que juntos eles tinham escolhido com tanto apreço, ele sem entender pergunta o porquê de tal demonstração assim com uma expressão tão carregada? Ela responde: Porque você acabou de jogar tudo isso fora quando me traiu, John! Ele desesperado tenta justificar, argumenta, pede perdão, mas não adianta. Ela põe fim a relação mais uma vez.
Na solidão do apartamento vazio, John chora copiosamente a dias, quando não mais que de repente, ele se lembra do que conseguiu anos atrás. Nosso personagem se concentra novamente e como que por milagre ele volta ao dia da traição e não trai Liza, muito pelo contrário, a convida para terem uma linda noite de amor, em um motel deslumbrante, enquanto no quarto ao lado ouvem lamúrias, soluços de alguém que chora sem parar, mas John novamente consegue remediar a situação e corrigir sua segunda falha.
                Agora casados John e Liza têm uma família linda. Filhos, cachorros, aquele tipo de família que só se vê em filmes norte-americanos. E como em um desses filmes um acidente trágico tira a vida de Liza e de seus dois filhos. John vive por milagre, pois o estado em que ficou o automóvel não deixaria ninguém acreditar que alguém sobreviveria. Retomada a consciência ele não quer acreditar que algo de tão precioso, dele foi tirado assim tão repentinamente e tão brutalmente. Sem pestanejar John se concentra e mais uma vez volta no tempo e ao invés de seguir viagem, para em um hotel fazenda luxuoso antes do trecho do acidente e passa ali três dias com a família. Quando segue viagem o acidente não acontece, mas naquele pedaço do ocorrido um carro parado com uma mulher debruçada ao volante chama à atenção da família, mas John por medo segue a diante.
                Sete anos se passam e em um dia de chuvas torrenciais um raio atinge a casa de John. Toda a família do nosso personagem, mais uma vez é dizimada. Ele com perda de uma das pernas, e com parte de suas faculdades mentais comprometidas, sobrevive. Entendendo o que está a passar, ele imediatamente tenta se concentrar para fazer o que já tinha feito, mas percebe que não consegue. Dessa vez o efeito do raio afetou a parte do cérebro de John que era capaz de transportá-lo no tempo. John se vê pela primeira vez como incapaz de mudar o ocorrido. Chora, grita, tenta entender o porquê, mas nada o faz aceitar. Eis que na cama ao lado uma moça está a falecer pelo mesmo raio que atingiu a casa de John. Era sua vizinha, da casa ao lado, aquela que John nunca nem olhou na cara. Ela em seu leito de morte, recém rabiscara um bilhete endereçado ao vizinho. No bilhete as seguintes palavras: “Lembra a primeira vez que você alterou seu futuro, mudando seu passado, lá no restaurante, onde uma moça chorava na mesa ao lado? Lembra quando você fez a mesma coisa se hospedando em um hotel por três dias e ao fim da hospedagem no trecho do acidente você e sua família perceberam uma moça com a cabeça debruçada ao volante? Essa moça era eu, a mulher da sua vida, seu verdadeiro amor, quem seria a mãe dos seus filhos, aquela que você seria feliz e morreria de velho ao lado! Mas ao não enfrentar seu término lá da primeira vez, você não foi ao meu encontro no restaurante que nos conheceríamos. Mesmo assim o destino me colocaria novamente em seu caminho! Naquele acidente onde sua família faleceu, eu que salvei sua vida, chamando os bombeiros e te acompanhando até o hospital, mas ao mudar seu destino pela segunda vez, eu sem saber, fiquei ali pensando o que eu deveria fazer naquele lugar? Se nem ao certo eu sabia aonde iria! Por fim pela terceira vez o destino me colocou em seu caminho. Fui sua vizinha por anos e nem sequer me olhou nos olhos! Vi sua mulher te trair inúmeras vezes com seu melhor amigo, com seu chefe, e você nem para me olhar! Agora eu estou aqui, morta ao seu lado. E você sem a chance de agora sim, salvar o amor da sua vida! Com amor Mary!”
                Não se apegue a pensar “se eu tivesse feito diferente”. Se apegue ao que você pode aprender com o que fez, mesmo que tenha sido errado, pois só com esses erros e com os propósitos que os acompanham, é que você vai ser capaz de evoluir o bastante para cumprir suas missões nessa passagem. Não seja como John, que esqueceu o presente, não deu a mínima para o futuro e só prestou atenção aos detalhes do passado para poder alterar se preciso fosse. Viva seu presente, aprendendo para que quando o amanhã se fizer presente você esteja preparado para não ser vítima de um falho passado.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Que beleza hein!!


Oooo beleza! Afinal de contas, o que é beleza? Tema abrangente, por vezes chato, de certo modo polêmico, quiçá hipócrita. Quero abordar o tema livre das minhas limitações sobre o mesmo. Seria beleza o padrão imposto pela sociedade, cada qual em seu tempo? Beleza essa abrangendo obras de arte, monumentos, paisagens, e ou o foco da minha abordagem, pessoas. Você me acha bonito? Baseado em que? Comparado com quem? De que importa e o quanto importa essa beleza?
Percebo que esse tema virou um dogma, não me perguntem a quanto tempo isso, mas é fato que virou. Analisando friamente e sem hipocrisias, quem nunca riu da falta de beleza de alguém? Seja por ser gordo demais, magro demais, alto demais, baixo demais, mas demais comparado com o que? Com os padrões estabelecidos? Quem os definiu? Por que segui-los? Pra que ser escravo desse padrão que nem sequer sabemos se está correto? São os cegos incapazes de julgar o que é belo pelo simples fato de não enxergarem? Então nós com essa capacidade de enxergar, nos damos o direito de rotular nossos iguais pelas diferenças ao compará-los com o que nem fomos nós os criadores. Quanta prepotência, ignorância, subdesenvolvimento,... Mas não somos de todo mal, afinal aquele que erra querendo acertar vê a luz no fim do túnel cada vez mais perto, e não porque o trem está desgovernado vindo em sua direção, mas sim porque busca a iluminação de sua alma e sua evolução como ser vivente.
Aquele que ainda não enxerga com os olhos da alma, mas que se esforça para fazê-lo, com certeza não conviverá com o breu para todo o sempre, pois o colírio da evolução espiritual limpará suas retinas divinas e o livrará de toda e qualquer escuridão. Pense que esse colírio está a venda nas melhores farmácias da rede, e essa rede está dentro de você! Mexa seu trazeiro espiritual e saia do conforto do seu sofá carnal. Entendeu bonitão (ona)!!