Faça seu melhor independente do grau de importância do que se tem a fazer.

terça-feira, 19 de abril de 2011

QUIETINHO…

A todas aqui eu me refiro,
Crespo, liso ou ondulado,
Nenhuma eu prefiro,
Mas todas já quis ao meu lado.

Incoerentes, certinhas, apaixonadas,
Com frustrações ou traumas,
A vida cruzou nossas estradas,
E o universo uniu nossas almas.

Agradeço a cada uma pela participação,
Desculpo-me por evoluir demais após o fim,
Mas o que me move é a superação,
E hoje vivo em busca do melhor para mim.

Aprendi que o amor por vocês superou o amor próprio,
Entendi que isso me fez perder o encanto,
Hoje isso me é óbvio,
E por isso amo-me quietinho no meu canto.

terça-feira, 12 de abril de 2011

TIC TAC…

           Atire a primeira pedra no relógio quem nunca disse que está velho pra isso ou aquilo, ou que já é tarde demais ou já está velho demais pra fazer qualquer coisa. Faço uma pergunta simples e direta a quem concordou com as afirmativas anteriores: Quem ou que tipo de relógio você tem? Por acaso ajustou com o relógio da vida??
            Muitos jovens fazem planos, constroem ideais, vivem a sombra do amanhã, do ontem, mas esquecem que o hoje é o reflexo do que já aconteceu e vai acontecer futuramente. E isso sabe aonde?? Na escala temporal da sua vida evolutiva.
            Pecamos quando pensamos que depois de alguns longos anos de relacionamento uma vida foi por água abaixo, a final duas vidas se uniram pelo tempo suficiente para marcarem seus espaços, escreverem nesse livro que só o Grande sabe o número de páginas e quando termina. No relógio da vida minutos podem ser anos e anos minutos, tudo depende de como os acontecimentos forem distribuídos e plantados ao longo do tempo. Estudar aos 40, 60... Casar aos 90,100... Quem disse que é tarde?? Se foi a Vida, ok... Mas caso tenha sido algum mero mortal, desconsidere, pois este está mais do que perdido na ampulheta que rege o universo. Viva e construa cada segundo como se fossem anos, pois seus anos podem ser segundos.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Que mal têm??!!!

             Me pego pensando por vezes no questionamento que intitula a obra. Penso, reflito, converso, debato, mas não consigo entender o porquê da humanidade ter problemas em lidar com o sincero. Aí alguns podem me questionar, que tipo de sinceridade falas? É mesmo sinceridade ou precipitação? Por que expressar tanto coisas que para alguns devem ser manipuladas com o passar do tempo? Gostaria de entender onde a sinceridade erra e espanta.
                Vou explanar aqui uma situação e quem quiser, fique a vontade para me dizer o que acha, ok?! Se eu (homem ou mulher) me envolvo com alguém, gosto desse envolvimento, sinto que é recíproco (e nesse sentir suponha que estou certo), porque não posso abrir o jogo? Por que devo manipular as situações como num tabuleiro de xadrez para não perder esse alguém? Por que essa pessoa se espanta ao ver que tem alguém sentindo e demonstrando algo puro e verdadeiro que pode vir a ser algo grandioso e pleno (amor)? Que necessidade de insegurança é essa capaz de cultivar o que esses pobres entendem como amor? Se o amor é entregar-se por completo e dar sem pensar em receber, ser um com o outro no mais amplo sentido, por que devo manipular, esconder, maquiar algo que não tem sentido ambíguo em nenhuma das suas camadas?
A essas alturas você deve estar pensando “pronto... o Anderson se declarou pra alguém e esse alguém correu!!”, mas não é nada disso. Estou apenas filosofando, claro que embasado em algo que já aconteceu, mas não só. Estou me referindo a essa questão que é tão latente que faz desse “jogo” algo que a mim, particularmente se torna algo desgastante e calculista, pois, se deixado levar pela simples força dos acontecimentos, é fadado ao fracasso. Ou não?? Será?? Quem sabe??!! 

terça-feira, 29 de março de 2011

Eu, tu, ele ...

Atrás de cada dificuldade uma oportunidade,
Na fé a esperança daquele que crê,
Na alma o espírito da força de vontade,
Nos olhos a perspectiva daquele que vê.

Se no mar queres ser tubarão,
Aprenda a nadar,
Se na terra queres se leão,
Aprimore o seu caçar.

Tudo é aprendizado,
E nas estrofes percebe-se que depende de nós,
Não seja o animal a ser caçado,
Seja sempre o mais feroz.

Só não confunda ferocidade com rispidez,
Seja hábil, ligeiro, sagaz,
Para que quando for sua vez,
Viveu tudo e não deixou nada para trás.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Achei…

Em terras calmas me agitei,
Em águas agitadas me acalmei,
Independente do perigo,
A tudo eu enfrentei.

Em terras calmas me agitei,
Em águas agitadas me acalmei,
Pelos caminhos da vida,
Por vezes também descansei.

Em terras calmas me agitei,
Em águas agitadas me acalmei,
Mesmo descansando estava preparado,
Para coisas que sequer imaginei.

Em terras calmas me agitei,
Em águas agitadas me acalmei,
E imaginação nunca me faltou,
Por isso a tudo superei.

Em terras calmas me agitei,
Em águas agitadas me acalmei,
Mas uma simples data mudou toda uma jornada,
O dia que te encontrei.

terça-feira, 15 de março de 2011

O pré e o real….

              Vou tocar em um ponto que a meu ver é muito delicado no que tange o relacionamento interpessoal, ponto esse que também sobre a minha perspectiva, não é muito analisado e levado em conta principalmente quando a discussão já se instaurou. Não sei se vocês já pararam pra perceber quando falam certas coisas e não são compreendidos e alguma das vezes isso gerou algum tipo de desentendimento, mas ao que eu já parei friamente para observar, isso acontece pelo simples fato de que às vezes, nós seres humanos, ouvimos o que achamos que vamos ouvir, e não aquilo que realmente nos é falado. E a partir daí ruídos na comunicação desfiguram as mensagens e por vezes até mesmo as relações de um modo geral.
                Não quero que pensem que isso acontece somente em casos que venham a gerar atritos, mas muitas vezes, até na opinião sobre certas pessoas somos levados pelos conceitos pré-existentes em nossas mentes, por ver aquilo que achamos que vamos ver ou ouvir aquilo que achamos que nos irão falar, sem dar a chance para que o real seja mostrado nua e cruamente. Essa abertura para o real, para aquilo que os outros nos tem a dizer, é de certa forma uma maneira de ver os outros da forma que eles são e não da forma como queremos ou imaginamos que eles são.
                Experimente limpar sua mente dos resquícios de situações adversas ou não que você já vivenciou e abaixe a guarda para aprender com cada situação em sua particularidade. Não coloque palavras nas frases de ninguém, nem julgue atitudes parecidas com as que você já presenciou com terceiros, pois isso pode mudar todo um contexto de uma relação neutra se comparada as que você usou de parâmetro para sua pré-análise. Saia da comodidade do pré e experimente as novas situações do que o real pode lhe oferecer. Negue o óbvio e fique livre para aprender com uma novidade mesmo que antiga. Escute, veja, sinta primeiro, pra depois pensar em usar da sua bagagem vivida. Aposto que você vai se surpreender com o que tem por vir.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Meu caminho...

Da minha humildade tiro uma grande lição,
Dos que por mim têm asco,
Perdôo e sou capaz de levá-los no coração,
Já do peito desses não sou capaz de tampar o penhasco,
Mas capaz de considerar como irmão.

É com muita alegria que escrevo no livro da vida a minha história,
Todos que por ventura lerem,
Verão minha trajetória,
E se compreenderem,
Aprenderão com a moral da história.

Posso ser simples ou muito complexo,
Depende do ponto de vista,
Seja você côncavo ou eu o convexo,
Mas seja calmo e analista,
Me perceba como um todo e não somente meu reflexo.

Você terá de mim sempre o meu melhor,
É assim que aprendi a ser,
Mesmo na sua indiferença ou algo pior,
Pois nessa vida vim pra evoluir e aprender,
E isso vale cada gota do meu suor.

Cada um com a sua ideologia,
 Todos com suas particularidades,
Sem muita analogia,
Somos repletos de similaridades,
Oriundos da mesma energia.

E nos papéis e pergaminhos que vou escrevendo,
Lágrimas, suor e sangue marcam as mensagens que quero passar,
Não sou professor nem vidente para ficar prevendo,
Mas se à alguém alguma coisa eu ensinar,
Ainda mais força terei pra continuar vivendo, escrevendo, aprendendo,...