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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Ama é?!?!

“Eu te amo!”. Quem com mais de 20 anos nunca disse isso para alguém? Refiro-me aqui não aos pais e familiares, mas sim a amigos e relacionamentos. É interessante como uma frase tão curta, por vezes, apresenta-se com tantas dificuldades e medos por quem a profere. Quais as dificuldades que parte dos homens (humanidade) encontra ao expressar sentimentos para com quem surge e se mantêm em seu cotidiano?  Por que seria difícil manifestar sentimentos, que tem uma natureza tão bela e divina, se isso faria bem a quem recebe essas manifestações e a quem as manifesta? Estariam às respostas a essas questões no não entendimento do significado real dos sentimentos, ou em acontecimentos enraizados no subconsciente e até mesmo no consciente de quem apresenta tal problemática? Aos que crêem em algo superior faço as seguintes perguntas: Seria você capaz de amar a Deus, Buda, Ala, Jeová, seja lá a denominação ou crença, se você não consegue demonstrar amor, ou quem sabe até mesmo o senti-lo, pelas pessoas ou coisas que você tem contatos sensoriais? Se você não consegue “amar” aquilo que vê, como pode amar aquilo que nunca viu?

Não é minha intenção questionar qualquer forma possível do amor, mas sim entender se existe realmente mais de uma forma. Essas derivações (amor fraternal, paterno, materno,...) não seriam apenas criações do homem que subdivide em classes para não se defrontar com sua incapacidade de realmente amar no amplo e irrestrito sentido desse sentimento?!

Outro ponto que é até mesmo anterior a alguns citados: seria possível alguém amar o ser maior da sua crença, ou qualquer pessoa que faz parte da sua vida, sem de fato amar a si próprio? Como uma pessoa que se ama externaliza e vive esse amor para si mesmo? Entendido isso como vai passar ao próximo passo de amar seus semelhantes? E por fim contemplada as duas etapas anteriores (se é que se pode dividir em etapas) como vai expressar seu amor ao seu ser maior o qual nunca “viu”?! Volto a primeira questão do texto e refaço-a da seguinte maneira: Você já disse “eu te amo” pra você algum dia na vida? Acha que já demonstrou não só com palavras esse sentimento para você mesmo? Se sim, a meu ver, a pessoa é capaz de amar e expressar esse sentimento por mais alguém, embora possa enfrentar algum conflito interno que inviabilize por enquanto essa externalização, mas a vejo com plenas capacidades. Agora quem negou quando respondeu as perguntas, também a meu ver, apresenta dificuldades um tanto quanto sérias quanto a sua existência, pois ao não conseguir se amar, mas “conseguindo” amar o próximo e a Deus, enfim, está apenas fugindo de um embate com seu eu interior, o qual muito provavelmente não o agrada, e foge dando algo que nem sabe de fato o que é, mas copia daqueles que o dão e pensa que com isso um dia vai acabar gostando de si mesmo e lá na frente venha a se olhar, gostar e conseguir se amar. Seria isso possível, esse amor vir de fora pra dentro? Acredito que não, mas espero que sim, pois muitos talvez não tenham hoje a coragem de se enfrentar e se amar, apesar de tudo que possam discordar internamente que, vias de fato, expressam essa discordância quando apontam falhas e erros em terceiros, mesmo achando que os ama.

Para finalizar, então apresento algumas das minhas respostas: Sim, já disse que me amo; já expressei meu amor a mim mesmo através de escolhas e atitudes diárias (eu sinceramente me acho um baita digas se de passagem, demais, demais... kkk); amo muito os que fazem parte da minha existência terrestre e estou expandindo muito esse amor a todos os que não tiveram a mesma sorte; e AMO demais aquele que alguns e eu chamamos de DEUS.

Amo vocês irmãos!! ;@@